coffee-beans-world-map O sabor do café mistura-se com as tradições dos países em que é cultivado, trabalhado ou consumido. A verdade é que cada um deles está associado a um imaginário específico que varia de acordo com as diferentes partes do mundo. Viaje connosco e descubra a tradição do café italiano, brasileiro ou etíope.

Antes de mais, perguntamos-lhe: já elegeu o seu preferido? Ainda não? De facto, reconhecemos que a tarefa não é nada fácil. Embora tenha origens no continente africano, foi em Itália que surgiu o ideal do café romântico, sinónimo de paixão e glamour. Já do outro lado do oceano, no Brasil – que é atualmente o maior produtor mundial de grãos de café – a bebida tornou-se mais informal e dançou ao ritmo do samba.

E como se a escolha por si só não fosse já suficientemente difícil, surgiram novas fusões representativas de um mundo global, onde as trocas entre culturas são cada vez mais comuns. Imagine, por exemplo, um café brasileiro com um toque asiático. Gostava de experimentar? Então, conheça as Cápsulas Café Aroma Club.

O produto tem por base uma mistura 100% arábica, fiel às origens etíopes do café. O blend resulta de uma mistura de grãos plantados no Brasil com outros que foram cultivados no sudeste asiático. Para adensar este encontro de culturas, o café é da Lavazza, uma marca italiana com mais de 100 anos de história.

O sabor original do café etíope

Se é um apreciador do lado exótico do café, então não pode deixar de conhecer a cultura etíope e viajar até às origens da bebida. Conta a lenda que o café foi descoberto há vários séculos atrás quando um pastor ficou tão surpreendido com o facto das suas cabras começarem aos saltos depois de ingerirem grãos de café que decidiu ele próprio experimentá-los.

Deste então, o produto popularizou-se, foi transformado numa bebida e deu origem a rituais em várias partes do mundo. É o caso do Ritual do Café da Etiópia. Se decidir visitar o país ou se quiser simular a sua cultura, pois saiba que a bebida ocupa uma parte fundamental dos habitantes desta zona do planeta.

Os grãos ainda verdes são normalmente tostados numa fogueira, sendo que cada uma das pessoas presentes é convidada a inalar o cheiro libertado durante a torra. Depois, os grãos são moídos com um almofariz e fervidos dentro um recipiente de barro, chamado jebena. Quando a bebida estiver pronta, o liquido é coado através de um filtro feito com o pelo da cauda de um cavalo.

No momento de servir, só há uma regra: não parar de verter o café até que os copos estejam todos cheios. A perda de parte do líquido é inevitável, mas faz parte de um dos processos da cerimónia que pretende trazer sucesso e boa sorte. A bebida é normalmente acompanhada por amendoins ou pipocas e o ar é aromatizado com incenso.

O café e o Brasil

Nos dias que correm é praticamente impossível falar de café sem referir o Brasil. O país ocupa a posição de maior produtor de café há mais de 150 anos e desenvolveu com o produto uma relação que é para durar.

A história entre o país do samba e o café surgiu em 1727, data em que o militar luso-brasileiro Francisco de Melo Palheta foi enviado numa missão com apenas um objetivo: conseguir alguns pés de café. Na altura o produto tornara-se altamente apreciado no ceio da comunidade internacional, sendo que o seu potencial comercial era amplamente reconhecido.

Para conseguir completar a missão com sucesso Francisco de Melo Palheta teve de viajar até à Guiana Francesa e de se aproximar da mulher do governador de Caiena. Ao conseguir a sua confiança, o luso-brasileiro conseguiu que lhe dessem uma muda de café arábica e, sem saber, deu o primeiro passo para a criação daquele que, no futuro, seria um setor motriz da economia brasileira.

O sucesso deve-se, sobretudo, às condições climatéricas da América Latina que oferecem ao cafeeiro o clima ideal para o seu desenvolvimento. Por todo o país, é possível encontrar plantações de café que se perdem de vista. Além disso, a bebida assumiu uma importância tal que hoje faz parte dos hábitos da grande maioria dos brasileiros.

No passado, a influência política e económica dos fazendeiros de café era tal que alguns conseguiram inclusive tornar-se presidentes do Brasil. Este fenómeno ficou conhecido como a “política do café com leite” e diz respeito à criação de um República Oligárquica com base na força do setor agrário.

O verdadeiro sabor do expresso italiano

Intenso e apaixonado. São estas as características que mais rapidamente se associam ao café italiano. Conotada com o requinte e ao glamour dos ambientes cosmopolitas, a bebida é muito popular em Itália. E embora o café expresso não exista assim há tanto tempo, a verdade é que os primeiros grãos de café chegaram no século XVII portos de Veneza, a partir dos navios vindos da Península Arábica.

O requinte da bebida foi algo cultivado desde cedo. A primeira chávena de café foi servida numa cafetaria em Veneza, no ano de 1683, para acompanhar longas conversas e comidas saborosas mas não foi suficiente para transformar a bebida num símbolo italiano. Tal só aconteceu já no século XVIII, quando alguns homens de negócio decidiram aumentar a produção dos seus trabalhadores, oferecendo-lhes café a meio da manhã.

A partir desse momento, a bebida começou a tornar-se popular e apresentou-se como uma oportunidade para a expansão de outros negócios complementares. A primeira máquina de café expresso surgiu em 1901 e, rapidamente, a bebida se transformou quase num símbolo nacional. A chave para a sucesso está na dose de cafeína condensada numa pequena chávena com um sabor intenso e inconfundível.